Os estádios do futebol acreano são mais do que espaços destinados a partidas. Eles acompanham a formação dos clubes, a consolidação do Campeonato Acreano e a memória de gerações de torcedores. Em Rio Branco e no interior, essas praças esportivas foram palco de decisões estaduais, jogos de clubes tradicionais e momentos importantes da história esportiva do Acre.
Entre os estádios mais representativos estão o José de Melo, o Florestão e a Arena da Floresta, na capital, além da Arena do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Cada um deles representa uma etapa da evolução da modalidade no estado.
José de Melo, o estádio mais tradicional
Localizado em Rio Branco e pertencente ao Rio Branco Football Club, o Estádio José de Melo foi, durante muitas décadas, o principal palco do futebol profissional acreano. O espaço recebeu partidas do Campeonato Acreano e confrontos envolvendo clubes de outras regiões do país.
O estádio também se tornou um símbolo da presença do Rio Branco no futebol local. Até a construção da Arena da Floresta, em 2006, era a principal referência para os grandes jogos realizados na capital. Registros históricos mostram que o local já recebia partidas e eventos esportivos pelo menos desde a metade do século 20, período em que o futebol acreano ampliou sua organização e ganhou público regular.
Com o passar dos anos, problemas estruturais limitaram o uso do José de Melo. Arquibancadas deterioradas e restrições de segurança reduziram a presença do estádio no calendário profissional, mas não diminuíram sua importância histórica.
Florestão fortaleceu a estrutura da Federação
O Estádio Antônio Aquino Lopes, conhecido como Florestão ou Tonicão, é administrado pela Federação de Futebol do Estado do Acre. A praça foi inaugurada em 2011 e passou a receber partidas de competições estaduais, torneios de base e atividades ligadas à organização do futebol acreano. (cbf.com.br)
Com capacidade máxima informada pela Confederação Brasileira de Futebol de até 10 mil torcedores, o Florestão se consolidou como um dos principais campos esportivos de Rio Branco. O estádio ganhou relevância especialmente em períodos nos quais a Arena da Floresta esteve fechada ou com uso restrito.
Arena da Floresta marcou uma nova fase
Inaugurada em 17 de dezembro de 2006, a Arena da Floresta foi construída pelo Governo do Acre para ampliar a estrutura disponível ao futebol profissional. A partida inaugural reuniu o Rio Branco e a Seleção Brasileira sub-20, em um evento que simbolizou a mudança de patamar das instalações esportivas na capital. (pt.wikipedia.org)
Desde então, o estádio passou a sediar partidas decisivas do Campeonato Acreano e jogos de clubes acreanos em competições nacionais. Em 2019, o espaço chegou a ser chamado de Arena Acreana, mas o nome Arena da Floresta continuou associado à memória do futebol local. Após um período de interdição, o estádio foi reinaugurado em novembro de 2024, depois de obras de revitalização. (ge.globo.com)
Arena do Juruá leva o futebol ao interior
Em Cruzeiro do Sul, a Arena do Juruá representa a expansão da infraestrutura esportiva para além da capital. Inaugurado em dezembro de 2010, o estádio foi projetado para receber partidas de futebol e também eventos de grande público na região do Vale do Juruá. (sead.ac.gov.br)
Além do uso esportivo, o espaço passou a receber eventos culturais e feiras, como a Expoacre Juruá e o Festival da Farinha. Essa utilização ampliou a importância da arena para a vida pública de Cruzeiro do Sul e reforçou seu papel como equipamento regional.
Memória preservada nos estádios
A história do futebol acreano não está concentrada em uma única praça. Ela foi construída em campos tradicionais, estádios de clubes e arenas públicas que acompanharam diferentes momentos da modalidade. José de Melo, Florestão, Arena da Floresta e Arena do Juruá formam uma espécie de linha do tempo da competição no estado: da tradição dos clubes à modernização da estrutura e à descentralização do futebol para o interior.