A cheia dos rios no Acre faz parte do ciclo anual de chuvas e pode afetar áreas urbanas, rurais e comunidades ribeirinhas. Quando o volume de água aumenta, os rios podem transbordar, atingir moradias, interromper vias, comprometer serviços essenciais e dificultar o deslocamento de pessoas e mercadorias.
Historicamente, o período de maior atenção ocorre entre o fim do ano e os primeiros meses do ano seguinte. A intensidade da cheia, porém, varia conforme o volume de chuva, a situação dos afluentes e a capacidade de escoamento de cada bacia. Por isso, o nível de um rio pode subir rapidamente mesmo depois de uma chuva registrada em outra localidade.
Como a cheia afeta as cidades acreanas
Os impactos não se limitam às áreas imediatamente próximas às margens. A elevação dos rios pode alcançar bairros instalados em regiões mais baixas, estradas, pontes, ramais e áreas de produção. Em alguns municípios, a navegação passa a ser uma das principais formas de acesso às comunidades isoladas.
Também podem ocorrer interrupções no fornecimento de água, energia e transporte, além da necessidade de retirada temporária de famílias. O atendimento de saúde e a distribuição de alimentos e outros produtos podem ficar mais difíceis quando as vias terrestres são bloqueadas.
O monitoramento dos níveis dos rios é feito por órgãos estaduais e federais. A população pode consultar o acompanhamento dos rios do Acre mantido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e seguir os comunicados da Defesa Civil e das prefeituras.
O que fazer antes da água subir
- Acompanhe boletins oficiais e observe orientações sobre retirada preventiva.
- Separe documentos, medicamentos, contatos de emergência, lanternas e carregadores em uma bolsa protegida da água.
- Planeje uma rota segura para sair de casa e combine um ponto de encontro com familiares.
- Retire objetos importantes de áreas baixas e mantenha animais domésticos em local protegido.
- Não espere a água alcançar a residência para pedir ajuda se o imóvel estiver em área de risco.
Cuidados durante a inundação
Não atravesse áreas alagadas a pé, de bicicleta ou de veículo. A água pode esconder buracos, correntezas, fios elétricos, animais peçonhentos e obstáculos. Também não permita que crianças brinquem ou tomem banho em águas de enchente.
Se a água se aproximar de instalações elétricas, desligue a energia somente se isso puder ser feito com segurança. Não toque em equipamentos, tomadas ou fios quando estiver molhado. Em situação de risco ou necessidade de resgate no Acre, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193. O número 199 é destinado à Defesa Civil.
Água, alimentos e saúde
A água da inundação pode estar contaminada por esgoto, lixo e urina de animais. Evite o contato sempre que possível e use botas e luvas de borracha durante a limpeza. Alimentos, remédios e recipientes que tiveram contato com a água devem ser descartados.
A leptospirose é um dos principais riscos após enchentes. Febre, dor de cabeça, dor muscular, fraqueza, vômitos ou olhos avermelhados depois do contato com água ou lama devem ser informados a um serviço de saúde. O Ministério da Saúde reúne orientações sobre enchentes, incluindo cuidados com água, alimentos, limpeza e prevenção de doenças.
Mesmo quando o nível do rio começa a baixar, o risco não termina. O retorno para casa deve ocorrer somente após a liberação das autoridades e a verificação das condições da estrutura, da rede elétrica e do abastecimento de água.
