O Parque Nacional da Serra do Divisor é uma das principais áreas de conservação da Amazônia no Acre. Localizado no noroeste do estado, na fronteira com o Peru, o parque reúne floresta amazônica, montanhas, rios, cachoeiras e uma das faunas mais importantes da região. Para conhecer o destino, no entanto, é necessário organizar a viagem com antecedência e buscar orientação local.
A unidade é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e tem entre seus objetivos preservar ecossistemas naturais, apoiar pesquisas, promover educação ambiental e estimular atividades de recreação e turismo ecológico. O nome Serra do Divisor está relacionado à posição geográfica da área, que separa bacias hidrográficas ligadas ao rio Ucayali, no Peru, e ao rio Juruá, no Acre. (gov.br)
O que fazer no Parque Nacional da Serra do Divisor
O parque oferece atividades voltadas principalmente ao ecoturismo e à contemplação da natureza. Entre as opções estão trilhas ecológicas, visitas a cachoeiras, observação de aves e primatas, contemplação do nascer e do pôr do sol em mirantes e observação do céu noturno.
Segundo o ICMBio, os acessos mais fáceis levam à Cachoeira Pirapora I e ao Buraco da Central. Também há trilhas para as cachoeiras do Amor, do Ar-Condicionado e Pirapora II. A trilha até a Cachoeira Formosa é mais longa e pode exigir pernoite na floresta, em área de acampamento indicada para essa finalidade. (gov.br)
Observação de aves e animais silvestres
A observação de aves é uma das atividades que vêm ganhando espaço na unidade. O parque é conhecido pela presença da choca-do-acre (Thamnophilus divisorius), espécie endêmica com poucos registros, além de outras aves amazônicas.
A região também abriga primatas como o sauim-preto, o macaco-barrigudo e o uacari-de-cabeça-vermelha. O ICMBio informa que o programa de monitoramento da biodiversidade registrou 18 espécies de primatas no parque. Para aumentar as chances de avistamento e reduzir impactos na fauna, a recomendação é contratar condutores ecológicos comunitários capacitados. (gov.br)
Como chegar e onde buscar apoio
O acesso mais indicado passa pelo município de Mâncio Lima. De acordo com o ICMBio, pousadas administradas por famílias locais oferecem pacotes que podem incluir transporte, alimentação, passeios e acompanhamento de guias. A rota costuma seguir de barco até a região da Serra do Moa, uma das portas de entrada para os atrativos do parque.
Antes de viajar, confirme diretamente com a hospedagem ou com os condutores locais as condições do rio, o transporte disponível, a necessidade de pernoite, os itens incluídos no pacote e eventuais autorizações. O ICMBio também divulga o contato da Associação de Preservação e Ecoturismo da Comunidade Pé da Serra do Rio Moa, a APEMOA-PNSD, para informações sobre passeios de observação de fauna.
Cuidados para planejar a visita
O visitante deve levar roupas leves e de secagem rápida, calçados adequados para trilha, repelente, protetor solar, lanterna, medicamentos de uso pessoal e itens para proteção contra chuva. Também é importante transportar água e alimentos conforme a duração do passeio, sem deixar resíduos na floresta.
Não alimente animais, não retire plantas, pedras ou outros elementos naturais e mantenha distância da fauna. Como as condições de acesso e os serviços podem variar, consulte a página oficial do ICMBio sobre o Parque Nacional da Serra do Divisor antes de fechar a viagem. O núcleo do órgão em Cruzeiro do Sul informa atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h, além de contato por WhatsApp e e-mail institucional. (gov.br)