sábado, 26 de setembro de 2026
Saúde

Síndromes respiratórias no Acre: cuidados importantes para crianças e idosos

Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis às síndromes respiratórias no Acre. Saiba como prevenir, cuidar dos sintomas e identificar quando procurar atendimento médico.

As síndromes respiratórias no Acre exigem atenção especial de famílias e cuidadores de crianças pequenas e pessoas idosas. Gripe, covid-19, bronquiolite, pneumonia e outras infecções podem começar com sintomas semelhantes, mas evoluir de formas diferentes conforme a idade e as condições de saúde do paciente.

Boletins da Secretaria de Estado de Saúde do Acre apontam que crianças de 0 a 9 anos e pessoas com mais de 60 anos estão entre os grupos mais suscetíveis a quadros graves e internações. O boletim epidemiológico do Acre também registra a circulação de vírus como influenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e SARS-CoV-2.

Por que crianças e idosos precisam de mais atenção

Bebês, especialmente os menores de 2 anos, podem apresentar agravamento rápido quando têm dificuldade para respirar ou mamar. O risco é maior entre prematuros e crianças com doenças cardíacas, pulmonares ou outras condições que comprometem a saúde.

Nos idosos, infecções respiratórias podem descompensar doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos ou pulmonares. Além da febre e da tosse, é importante observar confusão mental, sonolência, fraqueza intensa, falta de apetite e piora repentina do estado geral.

Cuidados para evitar a transmissão

A prevenção começa com a vacinação atualizada, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. A família deve consultar uma unidade básica de saúde para verificar as doses indicadas contra influenza, covid-19 e outras doenças previstas no calendário. As orientações podem variar de acordo com a idade, o histórico de saúde e a disponibilidade local.

Também é recomendado lavar as mãos com frequência, usar álcool a 70% quando necessário, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas que estejam com sintomas respiratórios. Quem estiver doente deve evitar aglomerações e considerar o uso de máscara, principalmente em locais fechados ou durante o contato com pessoas vulneráveis.

Não se deve compartilhar copos, talheres, chupetas, toalhas ou objetos de uso pessoal. A fumaça de cigarro também deve ser evitada, pois pode irritar as vias respiratórias e piorar os sintomas, especialmente em crianças.

Como cuidar em casa

Em quadros leves, é importante oferecer líquidos com frequência, manter a alimentação adequada e acompanhar a evolução dos sintomas. A higiene nasal com solução salina pode ajudar, especialmente em bebês, mas qualquer medicamento deve ser usado somente com orientação de profissional de saúde.

Antibióticos não devem ser utilizados por conta própria, porque não tratam infecções virais e podem causar efeitos adversos. Xaropes, antialérgicos e antitérmicos também precisam ser administrados conforme orientação médica, sobretudo em crianças e idosos que fazem uso de outros medicamentos.

Quando procurar atendimento

A família deve buscar atendimento imediatamente se houver falta de ar, respiração muito rápida, chiado intenso, afundamento das costelas ao respirar, lábios ou unhas arroxeados, sonolência excessiva, confusão mental, dificuldade para mamar ou ingerir líquidos, desidratação, febre persistente ou piora dos sintomas.

As orientações são especialmente importantes para bebês e pessoas idosas frágeis. O Ministério da Saúde recomenda avaliação rápida diante de sinais de agravamento relacionados ao VSR. Em caso de dúvida, a unidade básica de saúde pode orientar sobre o serviço mais adequado; nas situações de urgência, a recomendação é procurar uma UPA ou pronto-socorro.